Arquivo de dezembro, 2010

Lula deixa o Palácio do Planalto no último dia na presidência da República

Nunca antes na história deste País houve dentro deste Palácio, nesta sala, a quantidade de movimentos sociais participando, falando, propondo e decidindo políticas que o governo brasileiro tinha que executar. Foram 73 conferências nacionais, algumas das quais mais de 400 mil pessoas participavam antes de chegar aqui nesse plenário ou em qualquer outro lugar do Brasil. Numa demonstração de que esse é o legado que não poderá ser mudado tão cedo, que é não ter medo de ouvir o povo, não ter medo de deixar o povo participar, acabar com essa maluquice de que o povo só é bom na época da eleição, em que todo mundo anda de carro aberto, e depois que ganha as eleições passa anos sem ter o convívio com o povo; governam para meia dúzia de ricos e esquecem da maioria do povo que é, realmente, a razão de ser de a gente ganhar uma eleição e governar esse país, uma cidade ou um estado.

As palavras são do próprio presidente Lula em seu último evento antes da transmissão da faixa presidencial, realizado nesta sexta-feira (31/12), no Palácio do Planalto, quando foi homenageado pelas equipes que trabalharam com ele na Presidência. Nada melhor para retratar o nosso último post da série “Nunca antes…”: a participação popular.

A despedida hoje no Palácio do Planalto foi marcada por muita emoção, choro, pedidos de fotos, abraços e lembranças. Em seu discurso, Lula afirmou que tem consciência de que entrará para a história como o único presidente que fez mais do que o previsto no programa de governo apresentado. Aproveitando a deixa, leu a apresentação do programa proposto ainda em 2002, quando estava se candidatando pela quarta vez à Presidência:

Sempre tive a firme convicção de que a principal riqueza de uma nação é o seu povo. Por isso, não é difícil avaliar o sucesso ou fracasso de um governo. Basta olhar para os salários e a renda do povo; ver se os índices de desemprego e desigualdade diminuíram; e se a educação ficou de melhor qualidade. Governo bom é o que conduz o País ao crescimento, ao encontro da prosperidade.

Nosso programa de governo tem como preocupação central apresentar mudanças de fundo para o nosso País. Não como um pacote fechado, mas aberto ao debate e a novas contribuições. É impossível aceitar a ideia de uma nova década perdida, em que o governo diz que a economia está sólida enquanto o povo vai mal. Esse é o debate que queremos fazer com toda a nação, pois temos certeza que podemos mudar e melhorar o Brasil.

Com os pés no chão e os olhos no futuro, vamos arregaçar as mangas desde o primeiro instante e realizar um novo contrato social que coloque o País nos trilhos do desenvolvimento. Essa é a única maneira de construir um Brasil decente onde todos tenham a dignidade que tanto queremos.

E foi para o povo e com o povo que o governo efetivamente trabalhou nos últimos oito anos, afirmou Lula diante de cerca de 600 pessoas (entre ministros, militares e funcionários das mais variadas ‘patentes’, que se aglomeraram no Salão Oeste do Palácio do Planalto para ouvir o discurso do presidente. Ele lembrou que “o divisor de águas” em sua vida política foi em 1989, quando percebeu que só poderia governar o Brasil se conhecesse bem as regiões do País, seu povo e suas necessidades.

Discurso de despedida do presidente Lula nesta sexta-feira, no Palácio do Planalto

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Quando assumiu o poder, Lula procurou incorporar aos quadros da Presidência da República uma área com status de ministério para cuidar exclusivamente do relacionamento com sociedade: a Secretaria-Geral. O resultado foi a participação de mais de cinco milhões de cidadãos na discussão, elaboração e proposição de políticas públicas, por meio das conferências nacionais. Por isso o Brasil passou a ter a cara de seu povo, disse Lula, cada vez mais representado e valorizado internacionalmente, com autoestima fortalecida, com voz ativa que jamais permitiria o retrocesso, principal legado que deixará.

Eu penso que o Brasil mudou. O Brasil mudou na relação com a sociedade. Nunca antes os humildes foram tratados com tanta deferência (…), nunca os estudantes e os professores foram tratados com o respeito que foram tratados. Isso demonstra o grau de maturidade que o Brasil alcançou.

Lula reafirmou que a grande alegria e um dos principais motivos que o fazem sair da Presidência com a cabeça erguida foi a relação que estabeleceu com o povo brasileiro. “Nós não precisamos utilizar violência em nenhum ato público em oito anos de mandato. Vamos terminar o mandato como exemplo”, disse.

Ao agradecer às equipes da Presidência da República pela dedicação e trabalho exaustivo, Lula lembrou que a história do País mudou. Primeiro porque foi eleito um operário como presidente; segundo, porque pela primeira vez na história, o Brasil será governado por uma mulher e “se Deus quiser a Dilma vai fazer muito mais.”

Sairei daqui com duas convicções: de que cumpri com o meu dever, e cumpri com a confiança que o povo brasileiro depositou em mim, e que conseguimos fazer duas pequenas revoluções neste país: primeiro, o povo brasileiro provar que era possível eleger um metalúrgico e esse metalúrgico provar que sabe governar melhor do que muita gente que tem um monte de diploma neste país; segundo, eleger pela primeira vez uma mulher Presidenta da República.

Fonte: Blog do Planalto

O tempo passa, o tempo voa…

Publicado: 31/12/2010 em Geral, Política
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Os anos passam rápido demais. O bom pelo menos, é que tudo o que dizem aí continua a mais pura verdade, oito anos depois! E meu olho continua a brilhar…

 

Ontem a noite, sem muito alarde, os deputados estaduais de São Paulo aprovaram o projeto que destina 25% dos leitos do SUS para os planos de saúde. Não bastasse as vagas já escassas para quem não pode pagar, permitem esse escândalo. O que eu mais quero é que ainda venha o dia em que todos nós possamos ter um sistema de saúde público e de qualidade, sem a necessidade de pagar os preços abusivos praticados pelos convênios, hospitais e clínicas particulares.

Mas enquanto esse dia não chega, é inaceitável permitir que os conveniados tomem as vagas daqueles que dependem do SUS.

Abaixo, a matéria publicada pela Rede Brasil Atual:

Deputados de SP aprovam reserva de 25% dos leitos do SUS para planos de saúde

Para médicos, psicólogos e demais profissionais da saúde, medida vai reduzir atendimento do SUS no estado de São Paulo

Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual

Publicado em 22/12/2010, 15:06

O governo do estado de São Paulo conseguiu aprovar, por 55 votos a favor e 18 contra, o Projeto de Lei Complementar (PLC) 45/2010. O texto destina 25% dos leitos de hospitais públicos de alta complexidade, além de outros serviços hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS), a pacientes particulares e de convênios médicos privados. O PLC foi à votação na noite da terça-feira (21) e enfrentou a oposição dos deputados do PT e do PSOL. Das galerias, servidores da saúde também protestaram contra a medida.

Apesar de ter sido aprovada no final de 2009, o projeto foi vetado pelo então governador José Serra (PSDB) após a repercussão negativa do projeto entre entidades médicas e a ameaça de intervenção do Ministério Público caso o plano fosse aprovado. No final de novembro, o governador Alberto Goldman (PSDB), que substitui Serra desde abril, voltou a apresentar o projeto em regime de urgência.

Na mensagem à Assembleia Legislativa de São Paulo, Goldman justificou que a medida vai permitir a cobrança de serviços especializados de saúde de planos privados. “Essa parcela (40% da população do estado) se utiliza rotineiramente do atendimento das unidades estaduais especializadas (…). Não é adequado que as unidades não possam realizar a cobrança do plano que os pacientes têm”, justificou o governador.

Críticas

Para os deputados de oposição e representantes da área médica, na prática a destinação de 25% dos leitos e serviços hospitares do SUS à empresas de medicina privada vai significar a redução do atendimento nas unidades públicas e criar duas filas para atendimento.

“Evidentemente que criará uma triagem para que haja mais leitos para o sistema privado dentro do sistema que já é precário”, antevê Fausto Figueira, presidente da Comissão de Saúde e Higiene da Alesp.

Figueira também descarta a ideia de que o projeto vai possibilitar a cobrança dos planos de saúde por serviços do SUS. “Essa desculpa de criar lei para conseguir cobrar dos planos o que é utilizado no serviço público é uma falácia. Já existe legislação estadual e federal para isso”, aponta o parlamentar.

Para o presidente do Sindsaúde-SP, Benedito Augusto de Oliveira (Benão), a medida é inviável porque não há como regulamentar a separação de leitos do SUS, para pacientes do sistema público e de empresas privadas.

“É impossível operacionalizar (essa proposta)”, aponta. “Leito não é uma coisa estática. Cada dia, cada semana há um número à disposição”, esclarece. “A pessoa está doente e você vai dizer a ela que ficou nos 26% e são só 25%. Isso é um crime. O contrário também em relação aos 75%”, elabora. Para o dirigente sindical, o governador de São Paulo promove uma “antipolítica”.

De acordo com o PLC aprovado, a definição das unidades que poderão ofertar serviços a pacientes particulares ou usuários de planos de saúde privados e demais condições para operacionalização da medida serão realizados pela Secretaria Estadual da Saúde.

Fonte: Rede Brasil Atual

Durante este fim de semana, pela primeira vez estiveram reunidos membros da Rede Liberdade dos Estados de Minas, Rio e São paulo, aproveitando o convite feito pelo Blog Prog Rio para um encontro carioca.

Clique aqui para saber o que é a Rede Liberdade

Foi a oportunidade que tiveram os companheiros de se conhecerem pessoalmente, trocarem ideias e colocar em dia agendas para os próximos passos da Rede.

Mais tarde, na noite de sábado,  foi realizada uma Assembleia com os membros presentes e câmeras abertas  (ao todo quase 40 pessoas) para a sala da Rede Liberdade onde foram aprovadas matérias concernentes ao coletivo.

Na foto temos os companheiros reunidos no Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.

Pela rede Liberdade estavam presentes também Sandra Andrade e sua filha Carol, mas não saíram nesta foto.

Da esquerda para a direita:

Paulinho, Lucienne Ballock, Paula, Tonhão (Antonio Batista), Geison Gunnar, @Porra_Serra, Ivan Pantaleão (Béria), Bemvindo Sequeira, Carlos Latuff (criador da logo da rede, em suas mãos), Pedro Alves, Dani Bado e Augusto Gonçalves (@psikoloco).

*O site valterbittencourt.com é um dos parceiros/associados da Rede Liberdade

Fonte: Rede Liberdade

Cidadão

Publicado: 16/12/2010 em Geral
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Um hino:

Faltam poucos dias para o presidente Lula deixar a presidência da República e eu particularmente ainda não me acostumei com a ideia de ver outra pessoa lá no Palácio. Mesmo sendo a companheira Dilma, é difícil saber que estes oito anos passaram tão rapidamente e vem sangue novo no pedaço!

Ontem o Domingo Espetacular fez uma matéria muito boa, de bastidores, com ele. Gravaram inclusive dentro do avião presidencial. Pra quem ainda não viu, tá aí uma ótima oportunidade de conhecer um pouco mais o lado pessoal do presidente. Clique aqui para assistir.

Presidente Lula solidário ao fundador do Wikileaks. Assista o vídeo:



Acaba-se um ciclo

Publicado: 04/12/2010 em Geral
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Daqui a alguns minutos vou para o aeroporto de Genebra, embarcando de volta ao Brasil depois de 90 dias por aqui. Levo boas experiências e imagens que ficarão para sempre na memória.

Au revoir Genève…